terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Estrela Do Ocidente

Por teus olhos acesos de inocência
Me vou guiando agora, que anoitece.
Rei Mago que procura e desconhece
O Caminho,
Sigo aquele que adivinho
Anunciando
Nessa luz só de luz adivinhada,
Infâmcia humana, humana madrugada.
Presépio é qualquer berço
Onde a nudez do mundo tem calor
E o amor recomeça.
Leva-me, pois, depressa,
Através do deserto desta vida,
À Belem prometida...
Ou és tu a promessa?

Miguel Torga, Diário VIII


Natividade

Arde no coração da noite
A ritual fogueira que anuncia
O eterno milagre
Do nascimento
Batida pelo vento,
Que das cinzas das brasas faz semente,
É um sol sem firmamento
Directamente
Aceso
E preso
À terra
Por mãos humanas.
De raízes profanas,
Lume da vida a bafejar a vida,
O seu calor aquece
A única certeza que merece
Ser aquecida...


Miguel Torga, Diário VIII


Natal

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cumplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.


Miguel Torga, Diário VIII

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Bolinhos de Jerimú

Ingredientes:
2 kg de abóbora-menina (jerimu)
5 colheres de sopa de açúcar
60 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
5 ovos
1 cálice de vinho do Porto
raspa da casca de 2 limões

Preparação:
Começa-se por cozer a abóbora em água temperada com um pouco de sal. Passa-se por um passador e espreme-se o puré obtido dentro de um pano, para se retirar toda a água.

Junta-se ao puré de abóbora a farinha com o fermento, as gemas, o açúcar, a raspa das cascas dos limões e o vinho do Porto.
Mexe-se bem.
Por fim, adicionam-se as claras batidas em castelo bem firme.
Fritam-se colheradas desta massa em óleo bem quente.

Servem-se os bolinhos polvilhados com açúcar e canela.

Bilharacos

(Bolinhos de Natal típicos de Ílhavo)

Ingredientes:
2 Kg de abóbora
raspa de 1 limão
400 g de açúcar
200 g de farinha de trigo
3 ovos inteiros
canela q.b.
1 cálice de Vinho do Porto

Preparação:
Cozer a abóbora na véspera, com alguma água e uma pitada de sal.

Depois de cozida, coloca-se dentro de um pano pendurado, a escorrer. Vinte e quatro horas depois prepara-se a massa, misturando todos os ingredientes.

Fazem-se pequenas bolinhas dessa massa que vão a fritar em óleo abundante e a elevada temperatura.

Tirados da fritadeira, os bilharacos são escorridos e colocados numa travessa onde são polvilhados com açúcar e canela.


Nota: no óleo da fritura, deve-se introduzir um pouco de miolo de pão para que esta, não queime nem faça espuma.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Natal

Natal... Na província neva.
Nos Lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu sentimento é profundo
`Stou só em sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei
Natal

Natal... Na província neva.
Nos Lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu sentimento é profundo
`Stou só em sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Um Conto de Natal...

A Pequena Vendedora de fósforos
(Hans Christian Andersen)


Fazia um frio terrível; caia a neve e estava quase escuro; a noite descia - a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas. Quando saiu de casa decerto trazia chinelos; mas de que adiantavam? Eram uns chinelos enormes, e até então sua mãe os havia usado, tão grandes eram. A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando. Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Pensou poder usá-lo como berço, quando um dia tivesse filhos. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.

Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina - verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos , que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso. Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado - pois era véspera de Ano-Novo. Sim: nisso ela pensava!

Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior. Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão. O pai naturalmente a espancaria, e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.

Suas mãozinhas estavam duras de frio. Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz! Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se. Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha... Que luz maravilhosa! Na realidade parecia à menininha que ela estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa. Como o fogo ardia! Como era confortável! Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.

Riscou um segundo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve, e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria. Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.

"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela caia, uma alma subia para Deus.

Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.

- Vovó! - exclamou a criança. - Oh! leva-me contigo! Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar! Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!

E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.

Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho. O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver, A criança lá ficou, inteiriçada, um feixe inteiro de fósforos queimados.

- Queria aquecer-se - diziam os passantes.

E ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó, no dia do Ano Novo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

HISTORINHAS DE NATAL

Existem várias histórias interessantes sobre algumas tradições do Natal, a começar pela própria data comemorada.

25 de Dezembro?

Nem teólogos, nem historiadores sabem ao certo em que dia Jesus nasceu. A própria Bíblia não o diz.
Por que celebramos o Natal, então, no dia 25 de Dezembro?
Há quatro mil anos, os antigos habitantes da Mesopotâmia achavam que o Inverno, época da passagem de ano, era causado pelos "monstros do caos". Então, faziam um festival dedicado ao deus Marduk, para derrotar esses monstros.
Cerimónias parecidas aconteciam na Pérsia, na Grécia (a luta de Zeus contra Cronos), até chegar a Roma. Lá, eram as Saturnais, festas dedicadas a Saturno, o deus do tempo, que iam de 17 a 24 de Dezembro. No dia equivalente ao nosso 25 de Dezembro, o sol brilhava com menos força, mas, ao mesmo tempo, se preparava para voltar a dar mais vida à Terra. Era conhecido como "dia do nascimento do deus Sol".
Na tentativa de transformar o Cristianismo em uma religião tão forte quanto o paganismo, o imperador Constantino converteu esse dia no "dia do nascimento do filho de Deus". E essa é a data aceite desde o ano de 353.

O Panetone

No ano de 900, para impressionar uma rapariga, um padeiro italiano criou uma deliciosa receita, com uma cobertura que lembrava a cúpula de uma igreja. A receita foi um sucesso. Como ele se chamava Tone, as pessoas começaram a pedir o "pane-di-Tone".


A árvore de Natal

Os povos que celebravam o deus Sol enchiam suas casas com palmas verdes, que simbolizavam o triunfo da vida sobre a morte.
O pinheiro começou a fazer parte da tradição cristã graças a Martinho Lutero. Encantado com a beleza dos pinheiros iluminados pela lua e pelas estrelas, levou um para casa, e iluminou-o com velas para representar as estrelas.

O Perú

Em 1851, na Grã-Bretanha, era grande a importação de perú, principalmente em Dezembro. A ave transformou-se no prato oficial do Natal na Corte.


Os Três Reis Magos

Eles nunca existiram. A função da lenda é mostrar que Cristo veio para todos os povos e não só para os judeus.

O Pai Natal

Esse sim, existiu de verdade. Viveu há dezasseis séculos na Europa e se chamava Nicolau. Ajudava quem estivesse em dificuladades financeiras. Transformou-se em símbolo natalício na Alemanha, onde a sua figura foi associada às crianças, para quem distribuia presentes.
Na Holanda, ele era Sinterklaas e chegou à América com os holandeses. Por isso é chamado de Santa Claus.
Em 1822, Clemente C. Moore fez o poema A Noite da Véspera de Natal, onde descreve:

"...um senhor feliz, vestido em roupas de pele e trazendo um saco cheio de brinquedos. Sua barba era branca como a neve, suas bochechas e seu nariz, rosados como uma cereja e sua barriga, mole como geléia."


Pai Natal apareceria, 58 após a publicação do poema, na capa da revista Harper's Weekly. Só que as ilustrações eram em preto-e-branco. O vermelho se tornaria a cor oficial da sua roupa em 1931, devido a uma campanha publicitária para a Coca-Cola.


Troca de presentes

O costume da troca de presentes está ligado à lenda dos magos, que teriam levado ouro, incenso e mirra ao menino Jesus. Nas Saturnais, os romanos já trocavam presentes, e a prática se difundiu com São Nicolau.

Jantar de Reis AmiComCas


Olá AmiComCas,


Nesta época todos nós já temos imensos jantares agendados…é com os amigos, com a família, com os colegas…enfim quase que teríamos de arranjar mais dias para poder fazer todos os jantares para que nos convidam.

Pois é,e marcar agora mais um para os AmiComCas seria uma crueldade, não acham? Eu cá acho, e por isso proponho que se faça sim um jantar, mas só no próximo ano…não, não será em Dezembro, mas sim em Janeiro e em vez de jantar de Natal será o jantar de Reis AmiComCas.

Quem sabe se não se vai tornar tradição e irá este jantar servir para começar o novo ano com o pé direito?

Seria:

- No dia 05 ou 06 de Janeiro….

-Com a família

-Sem prendas :-( (ou com se preferirem)

Aguardo o vosso feedback


terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Feliz Natal em 66 Línguas do Mundo


Aqui vai uma ajudinha, para aqueles que tenham alguma dificuldade, em enviar as normais saudações Natalícias aos amigos, ou simplesmente conhecidos, espalhados por esse Mundo e que não falem a língua de Camões.

Ora então aqui vai...

ALBANÊS Gezuar Krishtlindje
ALEMÃO Froehliche Weihnachten
ÁRABE I'D MIILAD SAID OUA SANA SAIDA
ARMÊNIO Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
BASCO Zorionstsu Eguberri.
Zoriontsu Urte Berri On
BENGALI Bodo Din Shubh Lamona
BOÊMIO Vesele Vanoce
BRETÃO Nedeleg laouen na bloavezh mat

BÚLGARO Tchestita Koleda; Tchestito Rojdestvo Hristovo

CELTA Nadolig Llawen a Blwyddyn Newydd Dda

CINGALÊS Subha nath thalak Vewa. Subha Aluth Awrudhak Vewa

CHINÊS

Mandarin Kung His Hsin Nien bing Chu Shen Tan

Cantonês Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun
Hong Kong Kung Ho Hsin Hsi. Ching Chi Shen Tan

COREANO Sung Tan Chuk Ha
CORNISH Nadelik looan na looan blethen noweth
CREE Mitho Makosi Kesikansi
CROATA Sretan Bozic
CHECO Prejeme Vam Vesele Vanoce a stastny Novy Rok
DINAMARQUÊS Gladelig Jul
ESCOCÊS Nollaig Chridheil agus Bliadhna Mhath Ur
ESPERANTO Gajan Kristnaskon
ESLOVACO Sretan Bozic or Vesele vianoce
ESLOVENO Vesele Bozicne. Screcno Novo Leto
ESPANHOL Feliz Navidad!
ESTONIANO Roomsaid Joulu Puhi
FARSI Cristmas-e-shoma mobarak bashad
FINLANDÊS Hyvaa joulua
FRANCÊS Joyeux Noel
FRÍSIO Noflike Krystdagen en in protte Lok en Seine yn it Nije Jier!
GALÊS Nadolig Llawen
GREGO Kala Christouyenna!
HAVAIANO Mele Kalikimaka
HEBRAICO Mo'adim Lesimkha. Chena tova
HINDIBada Din Mubarak Ho
HOLANDÊS Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar!
HÚNGARO Kellemes Karacsonyi unnepeket
ISLANDÊS Gledileg Jol
INDONÉSIO Selamat Hari Natal
INGLÊS Merry Christmas
IRAQUIANO Saidan Wa Sanah Jadidah
IRLANDÊS Nollaig Shona Dhuit
ITALIANO Buone Feste Natalizie
JAPONÊS Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto
KALA Khristougena kai Eftikhes to Neon Etos
LETO Priecigus Ziemas Svetkus un Laimigu Jauno Gadu
LITUANO Linksmu Kaledu
MANÊS Nollick ghennal as blein vie noa
MAORI Meri Kirihimete
NORUEGUÊS God Jul Og Godt Nytt Aar
POLONÊS Wesolych Swiat Bozego Narodzenia
PORTUGUÊS Feliz Natal
RAPA-NUI Mata-Ki-Te-Rangi. Te-Pito-O-Te-Henua
ROMENO Craciun Fericit
RUSSO Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva i s Novim Godom
SÉRVIO Hristos se rodi
SAMOANO La Maunia Le Kilisimasi Ma Le Tausaga Fou
SUECO God Jul and (Och) Ett Gott Nytt Ar
TAGALO Maligayamg Pasko. Masaganang Bagong Taon
TÂMIL Nathar Puthu Varuda Valthukkal
TAILANDÊS Sawadee Pee Mai
TURCO Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun
UCRANIANO Srozhdestvom Kristovym
URDU Naya Saal Mubarak Ho
VIETNAMITA Chung Mung Giang Sinh
ZULU Nginifisela inhlanhla ne mpumelelo e nyakeni.